Diz uma lenda que um estrangeiro chegou a uma cidade
pequena e pobre e pediu comida para uma mulher. “Sinto, muito senhor, mas não
tenho nada”, respondeu a mulher. Disse o estrangeiro: “Não se preocupe”. Trago
na sacola uma pedra para fazermos uma deliciosa sopa”. Curiosa, a mulher foi
logo chamar os vizinhos para conhecerem o segredo da sopa de pedra.
Quando a água da sopa começou a ferver, o estrangeiro colocou a pedra na panela.
Depois de alguns minutos, o estrangeiro experimentou o caldo com uma colher e
disse: “Que delicia! Faltam apenas alguns ingredientes”. Os vizinhos que
estavam acompanhando a receita da sopa se prontificaram em ajudar. Cada um foi
para sua casa buscar um pouco do que tinha para colocar na sopa: uma senhora
trouxe batatas, outra trouxe carne, um senhor trouxe legumes e verduras.
Depois de colocar os ingredientes na panela, o
estrangeiro experimentou novamente o caldo e disse: Tudo pronto, está uma
delícia!”. Os vizinhos logo correram para pegar pratos e talhares, e alguns
trouxeram também pães. Em seguida, sentaram à mesa e experimentaram felizes uma
deliciosa sopa.
Depois de algum tempo, o estrangeiro partiu. Porém,
deixou a pedra milagrosa, para que pudessem usá-la quando todas as vezes que
passassem necessidades.
A pedra milagrosa da lenda, significa nossa solidariedade, partilha e compaixão para com
os que sofrem. Precisamos entender que a falta do pão na mesa de muitos irmãos e irmãs
necessitados, deve ser uma preocupação
de cada um que é seguidor de Jesus. Jesus foi claro para os discípulos que
queriam se esquivar da responsabilidade para com o sofrimento do outro: “Não
precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer” (Mt 14.16).
Dar de comer o que passa fome é um dever de todo
seguidor de Jesus. Para isso, não precisamos esperar projetos políticos
grandiosos ou adquirirmos grandes recursos, não precisamos ganhar na loteria
(como alguns costumam dizer: “quando eu ganhar na loteria vou fazer isso ou
aquilo”). A alternativa para solucionar a fome vem de pequenos gestos de
partilha e solidariedade.
A fome do outro não é por falta de pão, mas de
compaixão. Se descobrirmos o valor precioso da pedra milagrosa da partilha, o
pouco se tornará muito e a miséria dará lugar a abundância. Quando partilhamos o pouco que temos com quem
precisa é a graça de Deus agindo em nós para realizar o milagre da
multiplicação.
Fundamentação: “Pois nenhum necessitado havia entre
eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os
valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se
distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade” (At 4.34-35).
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Lúcio
Rufino Pinheiro
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