Diz
uma lenda que um rei prometeu aos seus servos uma terra onde viveriam em
abundância e felicidade. Porém, para merecerem essa terra, os seus servos
teriam que carregar uma grande cruz. Movido pela esperteza, um dos servos
resolveu dar um “jeitinho” para facilitar sua trajetória, resolveu cortar um
pedaço da sua cruz. Depois de uma longa caminhada, o servo do rei se deparou
com um abismo. Como tinha cortado sua cruz, foi impossível atravessá-lo. Os
outros, porém, chegaram à terra prometida pelo rei, pois, usaram suas cruzes
como pontes para atravessar o abismo.
Essa lenda ensina para nós cristãos que não
existem atalhos fáceis para quem quer seguir verdadeiramente a Jesus. Aquele
que quer encontrar a vida verdadeira prometida por Jesus não pode querer fugir
da cruz. Aquele que quer sempre dar um “jeitinho” para fugir do compromisso e
da responsabilidade de assumir a cruz, fracassará. A cruz que carregamos não
tem como finalidade nossa derrota, mas torna-se ponte que nos leva a terra
feliz onde iremos morar com o rei Jesus.
Às
vezes, queremos seguir a Jesus, mas não estamos dispostos a assumir as
consequências do seguimento a Ele, criamos atalhos fáceis na vida, usamos de
uma esperteza mundana que muito mais nos leva ao abismo da perdição do que a
vitória em Cristo Jesus.
O
cristão que decidiu seguir a Jesus deve aprender que não se chega à vitória sem
passar pela dimensão da cruz. A cruz é lugar do encontro do discípulo com o
Mestre. A cruz, apesar do sofrimento, se torna ponte que nos conduz a felicidade
quando abraçada com amor ao Cristo. Quem ama a Jesus não teme a Cruz, mas
enfrenta os golpes, os açoites, as perseguições, as tribulações com
perseverança, pois descobriu que se, esta vida não serve para viver totalmente
com, como e para Jesus, de nada vale.
Fundamentação:
“E quem não toma a sua cruz e vem após
mim não é digno de mim” (Mt 10.38).
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Lúcio
Rufino Pinheiro
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