Uma
mulher, recém-casada, tinha muita dificuldade de conviver com sua sogra. Certo
dia, foi ao mercado comprar um veneno para matar sua sogra. O vendedor
aconselhou que a mulher colocasse apenas pequenas doses na comida da sogra e
que a tratasse bem para não levantar suspeitas. Seguindo o conselho do
vendedor, a nora começou a tratar a sogra com mais carinho, afeto, atenção e respeito.
Nos finais de semana, passou a convidar
a sogra para tomar um cafezinho e para passear.
Passados
alguns meses, a nora retornou ao vendedor e disse: “Por favor, ajude-me a
evitar que o veneno mate a minha sogra. Ela se tornou uma pessoa agradável,
amável, especial, não sei viver sem ela”. Sorrindo, disse o vendedor: “Não se
preocupe, sua sogra não irá morrer, pois o veneno que lhe dei não passava de
uma mistura de água com chá caseiro e só fez melhorar a saúde dela”.
Meu
amigo, minha amiga, ninguém pode oferecer o que não tem. Às vezes, aquela
pessoa que consideramos “chata”, “insuportável”, “intragável” não passa de
alguém carente de amor, carinho, atenção, acolhida. Se passarmos a tratá-la bem,
se semearmos em seu coração a semente do amor, colheremos bons frutos. As pessoas com as quais temos dificuldades de
convivência são aquelas que precisam ser mais amadas. Quando substituímos o
veneno da indiferença pelo remédio do amor, passamos a transformar o outro e,
principalmente a nós mesmos.
Você
já parou para pensar: Por que certos defeitos dos outros nos irritam tanto? Na
verdade, às vezes, os defeitos dos outros nos irritam porque vemos nas atitudes
dos outros nossos próprios defeitos os quais não aceitamos e nem nos propomos a
transformá-los. Mudar a si mesmo é muito
mais fácil do que esperar que os outros mudem. O segredo para uma vida feliz
consiste em fazer os outros felizes.
Fundamentação
bíblica: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem
semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da
carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá
vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos,
se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a
todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.7-10).
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Lúcio Rufino Pinheiro
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