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quinta-feira, 11 de março de 2021

O PODER DA LÍNGUA

 


Um famoso rei tinha um empregado muito sábio. Certo dia, pediu-lhe que fosse ao mercado e comprasse o melhor que há para comer. Sem demoras, o empregado trouxe para o rei uma grande língua. Ao ver a língua o rei ficou espantando e disse seu empregado: “Como você ousa me afrontar diante dos meus convidados? Não tinha comida melhor no mercado?” Explicou o empregado: “A língua é o melhor que há no mercado. Ela é responsável pela nossa comunicação; é através dela que o senhor me dar ordens; é através dela que transmitimos ensinamentos, que abençoamos.  Como vê a língua é a melhor coisa que há”.

 Admirado com a sabedoria do seu empregado, o rei deu para ele outra tarefa; que fosse novamente ao mercado e comprasse o que há de pior para comer. Pouco tempo depois, novamente o empregado trouxe outra grande língua. “O que é isso? Outra língua? Você não disse que a língua é o melhor para se comer?”, indagou o rei.

 Sabiamente, respondeu o empregado: “Sim. É verdade. A língua também é o pior que há para se comer. A língua é usada para a discórdia e inveja, para maldizer e caluniar, quando ela é mentirosa, é a pior coisa que há”.

 A lenda do rei e o seu sábio empregado nos ensina o grande poder que língua tem, seja para o bem ou para o mal. Podemos usá-la para abençoar, encorajar e motivar os outros. Por outro lado, muitos utilizam a língua como instrumento para destilar os venenos mortíferos do ódio, da fofoca, da inveja e da discórdia. Outros utilizam a língua para destruir a reputação do outro, para amaldiçoar e julgar.

 A língua, apesar de ser um órgão tão pequeno do nosso corpo, seus poderes de edificação e de destruição são enormes. Uma palavra dita na hora errada, da forma errada pode destruir relacionamentos, machucar e promover danos irreparáveis na vida das pessoas de nossa convivência.

 A Bíblia diz em Pv 10.19 que, “quem controla a língua é sensato”. E ainda, podemos ler na carta de Tiago 1.26: “Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!” (Tg 1,26).

É preciso prudência, sabedoria, para não utilizarmos a nossa língua como instrumento a serviço do mal. Se nossas palavras não edificam, não são verdadeiras, não são canais de bênçãos, o silêncio vale mais do que mil palavras. É preferível o silêncio dos prudentes que a palavra maldita dos tolos, fofoqueiros, invejosos, caluniadores e mentirosos.

Fundamentação bíblica: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim” (Tg 3.6-10).

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Lúcio Rufino Pinheiro

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