Um
famoso rei tinha um empregado muito sábio. Certo dia, pediu-lhe que fosse ao
mercado e comprasse o melhor que há para comer. Sem demoras, o empregado trouxe
para o rei uma grande língua. Ao ver a língua o rei ficou espantando e disse
seu empregado: “Como você ousa me afrontar diante dos meus convidados? Não
tinha comida melhor no mercado?” Explicou o empregado: “A língua é o melhor que
há no mercado. Ela é responsável pela nossa comunicação; é através dela que o
senhor me dar ordens; é através dela que transmitimos ensinamentos, que
abençoamos. Como vê a língua é a melhor
coisa que há”.
É preciso prudência, sabedoria, para não utilizarmos
a nossa língua como instrumento a serviço do mal. Se nossas palavras não
edificam, não são verdadeiras, não são canais de bênçãos, o silêncio vale mais
do que mil palavras. É preferível o silêncio dos prudentes que a palavra
maldita dos tolos, fofoqueiros, invejosos, caluniadores e mentirosos.
Fundamentação bíblica: “Ora, a língua é
fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso
corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da
existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno. Pois
toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem
sido domada pelo gênero humano; a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de
domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. Com ela, bendizemos ao
Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de
Deus. De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente
que estas coisas sejam assim” (Tg 3.6-10).
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Lúcio Rufino Pinheiro

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