Nas
últimas semanas, a imprensa tornou público dois fatos que envergonham os
cristãos. O primeiro fato diz respeito a um padre Católico Romano acusado de
desvio de milhões de reais dos seus fiéis para compra de mansões luxuosas,
fazendas, emissoras de rádio e avião. O segundo fato diz respeito a uma pastora
evangélica que, movida pela ambição pelo poder e dinheiro, é acusada mandar
assassinar seu próprio esposo.
Contemplando
esses fatos maléficos, e pensando na presença no mundo de bilhões de pessoas
que dizem crer em Deus, deparo-me com os seguintes questionamentos: O que leva
uma pessoa que conhece a Palavra do Senhor, que recebeu uma formação moral
adequada a praticar crimes tão deploráveis? Por que nós que cremos em Deus
temos tanta dificuldade de ser a diferença no mundo? Por que a nossa fé nem
sempre tem influenciado os ambientes sociais, familiares nos quais convivemos
de forma que possamos contribuir para melhorá-los?
Penso
que as respostas para essas indagações possam ser encontradas no coração humano
onde habita o pecado. A ação do pecado original na nossa natureza é tão
devastadora, que por mais que nos esforcemos em não pecar acabamos falhando. Só
Deus é bom, perfeito. Entre nós seres humanos, “Não há justo, nem um sequer”,
como está escrito em Rm 3.10. A Bíblia ainda diz em Ecl 7.20: “Não há homem
justo sobre a terra que faça o bem e que não peque”. Aqueles que são dominados
pela sua natureza pecaminosa não têm nenhuma condição de agradar a Deus. A
certeza que temos é que, se fazemos algo de bom é por causa da ação da graça de
Deus em nós. Sem o auxílio da graça divina estamos propensos a praticar atos
horríveis, deploráveis, vergonhosos, escandalosos, como roubar e matar.
O
conhecer a Deus e professar a fé Nele não estão limitados ao comportamento
exterior. Ninguém pode viver de aparência por muito tempo. Jesus disse: “Nada
há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser
conhecido” (Lc 12.2). Não adianta vivermos de aparências, pois ninguém se
esconde dos olhos de Deus, pois o mesmo conhece o nosso coração, pensamentos e
intenções.
Fundamentação
bíblica: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando
me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o
meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à
língua, e tu, Senhor, já a conheces toda” (Sl 139.1-4).
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Lúcio Rufino Pinheiro
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