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quarta-feira, 25 de março de 2020

O QUE LEVA UMA PESSOA A COMETER SUICÍDIO?


De tudo que há no mundo não existe nada mais valioso do que a vida.  Um só dia de nossa existência é mais precioso do que milhões de ouro e prata. No entanto, muitas pessoas têm perdido o gosto pela vida, não encontram mais motivações e razões suficientes para continuarem vivendo e decidem abreviar os dias de sua existência neste mundo. Por ano, um milhão de pessoas se suicidam. A cada 40 segundos aproximadamente, uma pessoa comete suicídio no mundo.
O que leva uma pessoa a cometer suicídio? São vários os motivos que levam pessoas das mais diversas idades, condições sociais e crenças a desistirem de viver: Decepções, incapacidade de enfrentar problemas financeiros, sentimentais, familiares, existenciais, traumas emocionais, abuso de drogas. Segundo alguns estudiosos do assunto, a depressão, que atinge milhões de pessoas, é responsável por 15% dos suicídios.
O desejo de não mais viver atingiu também os homens de Deus. Segundo a Bíblia, cansado pelo peso de sua missão, impregnado de sentimentos de insuficiências e frustração, Moises perde a paciência e suplica ao Senhor que tire sua vida (Cf. Nm 11. 14-15); desanimado e como medo, o profeta Elias pediu para si a morte (Cf. 1Rs 19.4). Jó, mesmo com toda sua paciência, amaldiçoou o dia do seu nascimento e questionou por que não morreu no ventre de sua mãe (Cf. Jó 3.3,11); Jeremias, passando por grande solidão e rejeição do povo de Israel, amaldiçoou o dia que nasceu e lamentou por ter saído do ventre de sua mãe tão somente para ver trabalho e tristeza e para que se consumam de vergonha os seus dias (Cf. Jr 20.14-18); o Profeta Jonas, desgostoso com sua missão, suplica ao Senhor que tire sua vida, porque considera ser melhor morrer do que viver (Jn 4.1-3).
Outros homens da Bíblia não somente desejaram morrer, mas praticaram o suicídio: Abimeleque, para escapar da vergonha, pediu ao seu escudeiro para matá-lo (Jz 9.54); O rei Saul e seu escudeiro se jogaram sobre suas próprias espadas (1Sm 31.4); Aitofel, um dos conselheiros do rei Absalão, após saber que o rei tinha rejeitado suas recomendações, se enforcou (Cf. 2Sm 17.23); Judas Iscariotes, apóstolo de Jesus, movido pelo remorso, tirou sua própria vida (Cf. Mt 27.5).
Os exemplos da Bíblia mencionados mostram que, por mais que alguém seja uma pessoa de fé, por algum motivo, ela pode perder a vontade de viver e ceifar a própria vida. Os exemplos dos homens da Bíblia são úteis para que aprendamos que não importa qual seja a situação pela qual possamos passar ou estejamos passando: tristeza, medo, angústia, decepção, remorso, rejeição, depressão; não podemos jamais desistir da vida. É preciso lutar contra todos os inimigos interiores que tentam sufocar nossa vontade de viver, buscar forças em Deus, resistir aos pensamentos maléficos e destruidores e nos apropriamos dos bons pensamentos, como nos exorta o apóstolo Paulo na carta aos Fl 4.8: “Finalmente irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

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Lúcio Rufino Pinheiro de Almeida

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