Em primeiro lugar é preciso entender que a oração não um mero meio de obter benefícios
de Deus. Não oramos a Deus porque ele tem algo a nos oferecer, mas porque quero
demostrar meu amor a Ele e agradecer pela sua bondade. Nesse sentido, a oração
significa uma atitude diálogo, escuta,
relacionamento de intimidade com Deus. A bíblia diz em Ex 33.11 que “falava o
Senhor a Moisés face a face, como
qualquer fala a seu amigo”.
Quando criamos esse relacionamento de intimidade, amizade com
Deus através da oração, naturalmente vamos entendendo que não podemos cobrar,
exigir coisa alguma de Deus, pois, se acreditamos que seu amor por nós é
imenso, ele há de nos favorecer sempre com o que é necessário e não com aquilo
que achamos que precisamos. E o que é necessário? É a graça de Deus. O apostolo
Paulo testemunha (2Co 12.7,8) que foi posto um espinho em sua carne. Por causa
disso por três vezes pediu ao Senhor que afastasse dele aquele sofrimento. Qual
foi a resposta do Senhor: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa
na fraqueza”.
Muitas vezes, as nossas fraquezas e sofrimentos são obras de Deus destinadas para o nosso
proveito. Quem reconhece a importância da graça de Deus, do favor imerecido de
Deus, jamais ficará abalado, angustiado, decepcionado. Pelo contrario, em tudo
dará graças a Deus e deixará que sua vontade prevaleça.
Se Deus que tudo sabe e vê, nem sempre atende o que pedimos, é porque ele sabe o que
é melhor para nós, pois, como diz Paulo em
Rm 8.26 , “não sabemos orar como convém” . Não porque as palavras sejam erradas, mas
porque os motivos são egoístas, interesseiros. Assim nos diz Tiago em sua carta
(4.3): “Vocês pedem, mas não recebem, porque pedem mal, com intenção de
gastarem em seus prazeres”.
O silêncio de Deus diante de nossa súplica é para que
possamos entender que a verdadeira oração deve ser aquela que se diz com
humildade: Senhor, “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).
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Lúcio Rufino Pinheiro

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